Chris
e Jill caminhavam lentamente, olhando cada coisa e cada lugar. O incrível que
era madrugada, e muitos cientistas ainda trabalhavam. Enquanto eles caminhavam
pelos corredores, Jill parou para ver um das salas do laboratório, espelhado,
com cientistas trabalhando dentro. Computadores ligados e máquinas jamais
vistas antes por ela. Em cima da mesa, um coelho, sendo injetado nele um
líquido, ao qual Jill não queria nem saber do que se tratava. Chris parou logo
atrás dela, segurando-a pelo ombro. Jill achava um absurdo o que estará vendo.
-
O que eles estão fazendo? – perguntou ela,
cochichando.
-
O mesmo que eles fizeram na mansão Jill... –
respondeu Chris. Ela virou o rosto e seguiu andando pelo corredor. Aquilo lhe
dava náuseas. Jill foi andando irritada, todas aquelas coisas lhe deixavam com
muita raiva da Umbrella, o que ela viu na mansão, estava vendo pior, triplicado
e debaixo de uma cidade, onde viviam cidadãos inocentes.
-
Jill! – chamou Chris, sem querer atrair tanta
atenção. Ela virou e viu que Chris olhava um painel na parede.
-
Olhe isso... – disse ele. Jill foi
aproximando dele lentamente e percebeu que o painel era um mapa, ao qual
mostrava todos os laboratórios no local. “Laboratório de pesquisas celular,
desenvolvimento físico, desenvolvimento muscular, biológica, viroses, *
T-Vírus, B.O.W”
-
Malditos – disse Chris – continuam com as
malditas B.O.W.s – Chris voltou a ler o que tinha no painel e viu algo que lhe
chamou atenção. “G – William Birkin”. O que significava? Chris ficou confuso. O
G estava tão em destaque. Ele gravou o local para onde teria que percorrer até
chegar nesse famoso G.
-
Vamos... precisamos checar o que é isso! –
falou Chris, andando pelo corredor, e novamente, Jill viu aquele olhar
determinado vindo de Chris, o que lhe motivava, lhe inspirava e tirava todo seu
nervosismo. Jill até deixou sua feição de irritada, por um sorriso no canto da
boca ao ver aquilo. Ela foi determinada, seguiu Chris pelo local, ele parecia
ter gravado bem para onde teria que ir.
Os
dois passaram por corredores largos e finos, desceram grandes escadarias, de todos
os tipos. Deveriam ser umas três horas da madrugada e os fluxos de cientistas
diminuíam. Esses malditos teriam que dormir a qualquer momento. Chris e Jill
passaram por todos os lugares que podiam passar daquele laboratório, ambos
cartões serviam para abrir todas as portas, até então, eles dois não sabiam
distinguir a área oeste e leste.
Chris
cruzou mais um corredor e finalmente, parecia ter chegado ao local. Em cima havia
um painel com o nome “G”.
-
Aqui estamos! – falou Chris. O lugar era
repleto de salas de pesquisa para todos os lados e muitos deles estavam sem
ninguém. Parecia que os cientistas tinham dado uma trégua a suas pesquisas.
Chris estava tentando achar o que significava G, tentava encontrar algum indício que lhe servisse
de ajuda, mas não via nada de diferente a não ser tipos diferentes de
laboratórios. Até que Jill pegou pelo seu braço.
-
Chris... Acho que encontrei! – disse Jill
apontando para uma porta logo mais a frente, em cima dela “Sala de Pesquisa B.O.W G”.
Chris foi andando lentamente. Haviam duas janelas de vidro ao que dava para ver
dentro dela. Chris olhou por uma, e Jill a outra.
-
O que diabos... – disse Chris, vendo a escura
sala, sendo iluminada por uma luz vermelha estranha. Jill tentou colocar seu
cartão em um painel digital ao lado, mas pareceu não funcionar. Chris tentou
colocar o seu, mas também deu acesso negado.
-
Droga... – disse ele.
-
Como entramos? – perguntou Jill. No painel
digital, aparecia vários dígitos com números e letras para senha.
-
Acho que temos que descobrir a senha... –
falou Chris. Jill pegou seu Octoc, entrando em comunicação com Barry. O rádio
chiou, mas logo funcionou, ela escutou a voz de Barry.
-
Barry falando... Cambio.
-
Barry, acho que temos problemas, encontramos
uma sala chamada G... não sabemos o que é o certo, mas parece ter um grande
destaque nela... Jill, cambio. – assim que ela falou. Barry ficou calado. Chris
foi até o painel e tentou algo, digitou um nome. Um barulhinho saiu do painel e
dele respondeu “Senha incorreta!”
-
Droga! – disse Chris.
-
O que você tentou? – perguntou Jill.
-
Spencer... – foi uma boa, mas não tanto. Eles
ainda precisavam da senha.
-
Porque não entraram? – perguntou Barry pelo
Octoc.
-
Precisamos que uma senha... nossos cartões
não funcionam! – afirmou Jill. Chris tentou outra senha, mas novamente deu como
incorreta.
-
O que tentou dessa vez? – perguntou Jill.
-
Arklay...
-
Não iria funcionar, não tem nenhuma ligação
Chris! – afirmou Jill. Chris olhou para ela indignado, ela quis sorrir, mas
manteve a pose.
-
O que vocês tentaram? – perguntou Barry.
-
Spencer... e Arklay... acho que não temos
muitas chances... – falou Jill. Chris voltou a ficar pensativo, Jill já pensava
em algo desde que chegaram ali.
-
Arklay? Qual sentido? – perguntou Barry. Jill
sorriu e Chris levantou os braços dizendo:
-
Ok, é a vez de vocês agora! – Jill preferiu
não dizer nada, tentava se lembrar de alguma coisa que tenha visto no
laboratório relevante.
-
Tyrant? – disse Barry. Jill achou coerente,
afirmou com a cabeça, e Chris tentou. “Senha Incorreta!”
-
Droga! – dessa vez disse Jill – não funcionou
Barry! – Chris começou a achar que aquilo estava perdendo seu valioso tempo.
-
Vamos Jill, deixa isso de lado...
-
Espera! – falou Jill – B... Barthy... não,
não é Barthy é... Ber... Berk... – Chris parou e a viu tentar falar uma
palavra.
-
Berk? – perguntou Chris.
-
Não! Birkin! – disse Jill. – tente Birkin, de
William Birkin! – Chris virou para o painel e colocou o nome conforme Jill
havia dito. Nesse momento, ela cruzou os dedos, tinha que estar certo. “Senha Correta”. Jill quase pulou de
alegria e a porta subiu para o teto, revelando a sala.
-
Como sabia dessa?
-
Havia o nome dele, ao lado da letra G, no
mapa que você tinha encontrado no corredor! – Chris sorriu, animou-se ao ver
Jill daquele jeito.
Então
os dois entraram na escura sala, repleta de mesas para todos os lados, estantes
com infinitos livros e computadores de todo tipo que se imaginasse. Papeladas
espalhadas e fazia frio. Do lado de fora não dava para perceber o que tinha
guardado lá dentro, por conta das estantes que havia no local, mas ao fim da
sala, no fundo dela, Jill pode ver de onde saia à luz vermelha. Seus olhos
encheram de lágrimas. Ela foi dando leves paços e colocou a mão na boca,
impressionada com o que estava vendo.
-
Oh meu Deus! – disse Jill abismada. Chris
estava tão surpreso quanto a Jill. Seus olhos viam aquilo parecido com o que
ele teria visto antes, na mansão Arklay. Era a prova que a Umbrella não iria
parar depois do que aconteceu lá, contrário, faria mais e mais.
-
O que porcaria é isso? – perguntou Chris
abismado.
O
que havia diante a eles, era um enorme cilindro de vidro, dentro dele, uma água
sendo iluminada com o vermelho e dentro da água, uma coisa horrenda. Era um
braço, ao que parecia ser, com enormes garras, seus músculos e pele rasgada
amostra, também nervos e veias. O mais curioso era o fato de que o braço tinha
um enorme olho, na ponta de cima, onde deveria começar o ombro.
Uma
criatura desgraçada, monstruosa. Jill se aproximou de um pequeno painel que
tinha a lado. Lendo o que tinha escrito “Experimento Código “G” em Corpo Humano”.
-
O meu Deus! – disse Jill – eles continuam a
usarem humanos Chris, igual à mansão! –
-
O que está acontecendo? – perguntou Barry.
-
Achamos um experimento Barry, em um corpo
humano! Tudo indica ser uma B.O.W, codinome “G” – falou Chris pelo seu Octoc.
Jill continuou vendo a B.O.W. enquanto Chris correu pelas papeladas em cima das
mesas, tentando achar algo interessante que revelasse algo. Tinham muitos
papeis, Chris foi olhando de um por um, sem tentar fazer muita bagunça. Apesar
de seus nervos estarem agitados ele conseguiu concentração para ler um deles.
“Desenvolvimento
do G-Type: Quando injetado em tecidos vivos o G-Vírus se desenvolve a nível
celular, mudando a padronização de seu DNA resultando em mutação genética
avançada. Acredita-se quando a mutação chega a um estado avançado, a B.O.W
possuí mínima inteligência, ou nenhuma! Agindo apenas por instinto.”
-
G-Vírus? – disse Chris pensativo ao ver
aquele papel em sua mão.
-
G-Vírus?! – olhou Jill para ele curiosa.
-
Parece que a Umbrella desenvolveu um novo
vírus! – afirmou Chris. Ele pegou outro papel e continuou lendo.
“Diferente do T, o G não compromete as
células do hospedeiro, enquanto o G as altera, criando uma nova forma de vida.
O G-Vírus em um corpo provoca o desenvolvimento e novas células chamadas de G,
criando uma mutação mais rápida e crítica. A utilização como uma B.O.W não deve ser autorizada, pois existem poucas
experiências e acredita-se que seja incontrolável”
Chris sentiu-se tonto, ele
sentou em uma das cadeiras no lugar alisando sua testa, sem acreditar no que
tinha visto. Jill ficou preocupada e andou até ele segurando em seu ombro.
-
Chris? Você está bem? – perguntou Jill. Ele
respirou fundo, lhe deu até vontade de vomitar.
-
Eles continuam... criando coisas... – falou
Chris – piores do que vimos na mansão Jill, muito pior! – Jill suspirou, não
sabia o que dizer, estava tão surpresa quanto ele. Mas ela achava que não
podiam passar muito tempo ali, Chris tinha logo que se sentir bem, ela olhou
para o relógio “03:35-Am”. Logo, logo já iria amanhecer, tinham que ser
rápidos.
-
Chris... temos que ir! – disse Jill batendo
em seu ombro.
-
Não... – disse Chris – temos que investigar
mais! – ele levantou da cadeira e pegou a papelada que havia em cima da
escrivaninha. Ele olhou para Jill e falou:
-
Vamos, tem um lugar que não fomos ainda! –
Jill não achou uma boa idéia, eles não tinham muito tempo, porém Chris tinha
razão, deveria haver bem mais coisas que a Umbrella guardava lá dentro, que
eles teriam descobrir.
Os
dois deixaram a misteriosa sala G e voltavam o caminho pelos corredores e
escadarias do laboratório. Ainda tinha alguns cientistas lunáticos vagando pelo
local com papeladas para cima e para baixo. Chris não queria nem pensar o que
eles carregavam em mãos. Jill pensava se a cientista havia acordado, mas o
sonífero era muito forte, não tinha como ela acordar tão cedo.
Não
demorou muito e os dois já estavam no Hall do laboratório. Chris fazia o
caminho de volta, Jill não entendia pra onde ele queria ir. Atravessaram a
porta dupla onde entraram e voltaram para o corredor que dava de cara com o
grande vagão onde desceram. Porém ao invés de Chris seguir em frente ou voltar
à sala onde estará Barry, ele virou a direita, atravessando uma pequena porta e
entrando em uma nova ala do laboratório.
Chris
deu de cara com um corredor, ou melhor, parecia uma ponte, tinha um negro
infinito debaixo deles. Jill não queria ter mais surpresas, mas parecia que se
continuasse dentro daquele laboratório, seria impossível. Onde eles tiveram
antes deveria ser só apenas uma parte do laboratório. Chris tomou a frente, foi
andando lentamente enquanto seus paços ecoavam o barulho do ferro sobre seus
pés. Jill logo atrás olhava para cima, para baixo, para todos os lados, com os
olhos arregalados e surpresos. O lugar tinha três pontes ligadas a uma sala, no
meio de um grande circulo ao qual era o lugar. Na sala, havia um mecanismo, ao
qual parecia ser o cérebro do local, que funcionava tudo por dentro. As outras
duas pontes tinham luzes diferentes sobre elas, uma de cor azul e outra cor
vermelha. Em cima das entradas para a ponte. “West Area” e “East
Area”.
-
Parece que nos dividimos aqui Jill... – falou
Chris. Ela olhou para ele incerta.
-
Tem certeza disso Chris? – ele viu o rosto de
Jill, ela estava nervosa, ter descoberto aquela criatura na outra sala mexeu
com os nervos dela e o dele também.
-
Jill – disse Chris tocando em seu ombro – a
gente tem que fazer isso... Se não fizemos... Quem vai fazer? – ele olhou no
fundo dos olhos dela - Você esteve lá... Kennethy, Joseph, Enrico... – tocou em
seu rosto – as garotas Jill... – os olhos de Jill encheram de lágrimas. Ela se
lembrou de suas vizinhas, as garotas, que foram mortas, assassinadas enquanto
estavam na floresta, antes de tudo aquilo começar.
-
Você não confia em mim? Somos parceiros! Não
somos? – disse Chris olhando firmemente para ela. Jill respirou fundo, as
lágrimas que antes quiseram descer por lembrar-se das garotas, sumiram com a
determinação que lhe ferveu o sangue. Ela tinha que ajudar Chris, e acima de
tudo, confiar nele.
-
Eu estou com você! – falou Jill. Chris sorriu
e piscou o olho para ela, largou seu rosto e ombro, entrando no corredor. Logo,
Jill soltou um sorriso, entrando no corredor vermelho.
Chris
atravessou a porta que subia para o teto, revelando um corredor claro, com um
grande nome azul logo à frente “East Area”. Ele foi andando
lentamente, seus leves paços fazia um barulho diferente vindo do chão. Logo
próximo, tinha uma sala. Chris queria ver o que tinha dentro dela. Devagar, se
aproximou dela e a abriu. Dentro da sala havia enormes equipamentos nunca
vistos antes por Chris, escrivaninhas repletas de objetos, papeladas e
computadores. Em um deles, havia um cientista que nem se importou de virar para
ver quem era e apenas disse:
-
Sim... já vou me deitar... já vou! – falou o
homem. Chris se assustou ao perceber sua presença, mas fechou a porta em
silencio, preferiu não ser descoberto. Ao lado tinha um portão de alumínio com
o nome da Umbrella em frente, ao lado da porta, um painel que servia para
colocar cartões magnéticos. Chris colocou o cartão e a porta se abriu,
revelando por trás dela, um curto corredor, com uma porta no final.
Ele
foi até a porta sem hesitar, disfarçado como cientista era mais fácil de
enfrentá-las. Assim que atravessou a porta, entrou em uma grande sala, repleta
de mesas, computadores e cilindros, parecidos com os da sala “G”, porém o
líquido dentro deles era azul. Naquela sala, Chris ficou surpreso, uns três
cientistas rondavam o local, dois presos nos computadores e outro anotando
coisas em um caderno. Entrando pelo local lentamente, Chris não queria chamar
atenção, tentou passar pelo lugar como se fosse algo mais natural do mundo.
Para eles eram, atravessar um corredor repleto de cilindros cheios de água e o
pior, tendo criaturas horrendas dentro deles. Chris conhecia aqueles monstros,
já os tinha visto antes. Os famosos caçadores, chamados de “Hunters”.
Ele
passou sem tentar nem olhar para os animais, o que não conseguiu resistir,
pareciam inconscientes, dormiam e tranqüilos, porém quando acordados, uma
verdadeira máquina de matar. Tinha uma grande porta no final da sala ao qual
Chris logo atravessou, saindo de dentro da outra aliviado, quase sem ar.
Jill
usou seu cartão, e a porta de alumínio subiu, assim como Chris, tinha uma única
porta no lugar, ao qual Jill atravessou, revelando para ela algo enorme. O
coração de Jill quase pulou assim que ela viu. Era uma enorme planta,
gigantesca, que se contorcia. De dentro dela saiam cipós, que também se mexiam
com ferocidade. Ela lembrou bem, já tinha visto uma planta daquela antes, era
um dos estudos da Umbrella na mansão, porém aquela planta atacava, Jill teve
que enfrentá-la, quase perdeu sua cabeça, só em lembrar que dava nervosismo,
mas porque essa planta não fazia igual? Ela não tentou atacar Jill, na verdade,
por ser estranha e se contorcer, agia como uma planta. Ela pode ouvir gritos
vindos no mundo infinito abaixo dela. Rapazes pareciam estar trabalhando,
àquela hora da madrugada. Havia uma pequena escada de mão ao lado e Jill
resolveu usar, ela queria saber onde tudo aquilo lhe levaria.
Assim
que ela desceu as escadas. Entrou em uma porta que levava para um corredor bem
estreito, o lugar não deveria carregar tantos cientistas como na outra ala do
laboratório. Jill foi andando com leves paços atravessando o corredor, entrando
em outro, um maior, onde a textura do chão era refinada e bonita. Cadeiras e
televisores passando informações sobre o mundo. Jill continuou andando. Por
enquanto ela só havia entrado em corredores e corredores, havia uma porta ao
lado dela que lhe deixou curiosa.
Tocando
delicadamente na maçaneta, Jill a atravessou lhe revelando uma sala, não tão
grande, mas repleta de equipamentos de pesquisa. Havia papeladas para todos os
lados e computadores também, não muitos diferente de outras áreas do
laboratório. Porém continha próxima a parede vários cilindros de vidro, com
plantas dentro, onde se contorciam. Na sala não havia ninguém, era o momento
perfeito de Jill espionar. Ela foi mais próximo ver as plantas, parecia um
animal, os cipós se mexiam e elas pareciam perceber a presença de Jill, porém
não tinham olhos.
As
plantas também mostravam crescer, pois havia umas maiores que a outra. Jill foi
até os papeis em cima das escrivaninhas, tentar ler e ver o que falavam sobre
ela.
“Experimentos
biológicos com floras.
Conseguimos
uma planta compatível suficiente com o T-vírus para se tornar uma nova e
competente B.O.W. Seus lados positivos é
que ela demonstra agressividade e utiliza de um veneno contendo o T-Vírus.
Porém negativamente ela é bastante lenta e não enxerga onde pode estar o
inimigo.
Relatório
de Simmon Smith”
-
Maldita Umbrella! – falou Jill para si mesma.
Chris entrou em outra sala,
também não havia ninguém. Era simples, porém cheias de papeis contendo várias
informações. Havia uma máquina de escrever antiga em cima de uma escrivaninha
em meio a alguns computadores. Ele logo iria deixar a sala, quando algo lhe
chamou atenção. Dentro dela, havia no fundo um painel, repleto de fotos, e
papeis escritos. O painel era bem iluminado e no meio da sala, tinha uma larga
mesa, onde parecia ocorrer reuniões nela. Chris resolveu entrar, fechou a porta
lentamente sem fazer muito barulho. Olhou os detalhes da sala, tudo com muito
cuidado. Mas o que ele tinha mais curiosidade mesmo era o painel sob a parede,
Chris passou pela mesa sem mesmo tocá-la, não deu importância para o que tinha
em cima das escrivaninhas, foi direto para o painel e lá, viu algo que lhe
surpreendeu.
Fotos da Europa, França
sendo mais preciso. Entre as fotos do país, tinha também a imagem de um homem,
sorridente e bastante bonito. Um pouco mais abaixo, o desenho do corpo de um
homem, com escrituras sobre a imagem. “Danificato, danificado, danificado”.
Tinha muita coisa escrita em francês ao qual Chris não entendia, porém leu
outro papel em inglês, que estava pregado ao local.
“Relatório de Dr. Ben – Extremamente
Sigiloso.
Estamos tendo bons progressos com o
nosso Projeto Nemesis. É incrível como o vírus e o parasita fundido no corpo do
hospedeiro conseguiram ter uma união estável. Todos ficaram animados ao ver os
bons resultados, principalmente quando percebemos em uma de nossos testes, ele
mostrar raciocínio. O próximo patamar é lhe ensinar a manusear armas de
fogo. Acreditamos que o Projeto Nemesis
não contenha nenhuma lembrança de seu passado. Precisamos mantê-lo assim.
Umbrella Corporation – Paris, França.”
Pelo que Chris entendeu,
eles não só desenvolviam armas biológicas apenas em Raccoon, ou nos Estados
Unidos. Porém eles estavam fazendo isso na Europa também, e provavelmente em
todo o mundo. Raiva, muita raiva era o que Chris sentia naquele momento, eles
nunca iriam parar, até acontecer um caos.
-
Mark? É você? – a porta abriu, vindo dela uma
voz de um homem. Chris virou assustado e tremendo do susto que ele levou, o
rapaz lhe fitava, parecia não reconhecer Chris.
-
Você não é Mark! – falou o homem.
Jill
entrou em uma sala ao qual seria das câmeras do estabelecimento. A maioria
delas estava chiando, com a imagem péssima. Eram grandes televisores um em cima
do outro, cobrindo uma gigantesca parede no teto. Parecia ocorrer algum
problema, pois as câmeras não funcionavam. Havia uns cinco rapazes, em meio a
fios tentando dar um jeito no problema. Jill não quis chegar perto, mas eles
nem perceberam a sua presença. De fato eles estavam com sorte naquele dia.
Nenhuma câmera os pegaram enquanto eles entravam escondidos no laboratórios,
eis a questão, tinham problemas com elas e deveriam estar a horas tentando
resolver.
Ao
lado de Jill, havia um painel, com um pequeno televisor, onde gravava alguma
coisa. Ela sentou na cadeira giratória que tinha na frente dele e começou a
mexer no sistema, ver se conseguia achar alguma coisa. Parecia uma área ao qual
gravava qualquer tipo de filmagem de todo o estabelecimento, ou melhor, o HD de
todas as câmeras.
Ela começou a passar as imagens. Viu os
laboratórios, as pessoas trabalhando dentro delas, Jill mudou e olhou o hall,
parecia não ter registro dela chegando com Chris. Ela viu a sala “G”, apenas um
cientista trabalhando nela. Assim que Jill passava os canais via pequenos
detalhes dos lugares que ela antes tivera passado, até chegar a um canal que
lhe arregalou os olhos.
Jill
parou para ver a imagem de uma Câmara, uma sala com um homem dentro dela,
sozinho e com medo. Ele parecia agoniado, andava de um lado para o outro, batia
nas paredes. Foi então, que de dentro do chão, por um buraco subiu um animal
horrendo. Andava de quatro patas, garras enormes, sua pele repleta de músculos
amostra, assim também com o cérebro. A língua do monstro pulava em uma
distancia gigantesca, enrolando todo o corpo do homem e em um ataque de
destreza, o trouxe até suas garras, o cortando em pedaços. Jill virou o rosto
assim que aquilo apareceu. O intestino do homem junto com outros órgãos caíram
no chão, enquanto a boca do monstro triturava a cabeça do rapaz. Jill perguntou
o que esse homem fez a levar a Umbrella fazer isso. Seu corpo tremeu, e foi
surpreendida pelo seu Octoc O barulho dele, desconcentraram os rapazes que
tentavam ajeitar as câmeras. Jill sorriu sem jeito e falou:
-
Desculpem! – atendendo, Jill disse
-
Barry? Chris?
-
Jill, sou eu o Chris! Temos que sair daqui
agora... eu digo AGORA, me encontra no vagão! –
-
Chris o que...?
-
Depois eu lhe digo! Vamos logo! Câmbio e
desligo! – Jill sentiu, ele estará nervoso, mas o que diabos deve ter
acontecido com o Chris. Aquilo deixou Jill nervosa. Ela já iria levantar quando
viu um botão vermelho no painel com o nome “Delete”. Assim que ela apertou,
veio a seguinte pergunta “Tem certeza que quer deletar? Isso fará com
que perca todos os dados gravados no disco!”. Ela sorriu se sentiu
perversa e mais uma vez apertou deletar e viu na tela uma barra surgir,
crescendo na medida em que deletava os vídeos. Pronto, agora ela estará pronta
para ir.
O cientista estava caído no
chão, todo esmurrado, até cortes em seu rosto tinha. Tudo aquilo foi feito por
Chris. O rapaz tinha percebido que ele era um infiltrado e estava coletando
dados, foi então que ocorreu uma briga de corpo a corpo e claro Chris o deixou
desacordado. Mas depois disso, ele sabia que era uma questão de tempo até
outros cientistas achá-lo por ali, sem contar que a briga resultou em uma sala
toda bagunçada.
A mão de Chris doía, o
maldito era forte na queda. Ele tinha acabado de falar com Jill no Octoc e sua
fuga era questão de tempo. Saindo da sala, Chris fazia todo o caminho de volta,
mas primeiro ele teria que passar no banheiro na outra ala do laboratório e
deixar o jaleco e o cartão do homem de volta, para não dar muita bandeira. Ele
se esqueceu de falar isso com Jill o que lhe preocupou, Chris rezou para que
ela fizesse o mesmo.
Ele atravessava a grande
sala do laboratório, os mesmos homens ainda trabalhavam lá, só que um deles
achou esquisito o jeito como Chris passou por ele, emburrado e massageando a
mão. Porém não fez nada, voltou à tela do computador esquecendo-se da presença
dele. Chris passou pela pequena porta e voltou para o corredor com luzes
azuis. Ele tentava não esquecer nada,
fechou a grande porta de alumínio para que não desse muita bandeira e voltou
para a ponte, atravessando aquele estabelecimento com as grandes máquinas, e
logo passou a voltar para o grande vagão. Jill ainda não estava lá, Chris
corria para a outra ala do laboratório, agora ele parecia bem mais nervoso.
Atravessou o grande hall de entrada e logo foi para o corredor, dessa vez,
estava mais próximo do banheiro. Enquanto andava depressa, um homem passou por
ele, e Chris bateu no ombro do rapaz derrubando toda a papelada no chão e o
café que ele bebia.
-
Obrigado! – disse o homem ironicamente
descendo para pegar os papeis que haviam caído. Chris suava e agora ele estava
mais nervoso que tudo, se a Umbrella os pegassem lá com certeza virariam
cobaias. A porta do banheiro se encontrou logo a sua frente. Chris entrou já
tirando o jaleco. Não havia ninguém, por sua sorte, e agora ele esperava que
ninguém entrasse, não seria bom sair esmurrando tudo que era cientista a sua
frente. Abrindo a porta do boxe, ele
jogou o jaleco em cima do homem junto com o cartão.
Chris não se importava em
vesti-lo, estava pouco se lixando para isso. Pegando o macacão, ele logo
colocou em seu corpo com precisão, tudo aquilo não durou mais de 10 minutos,
pelo menos ele se orgulhava de estar agindo rápido e tinha quase certeza que
Jill não estava pronta. Apenas com o macacão, ele deixou o esfregão e o balde
no banheiro. Saiu com a mesma cara e agonia que tinha entrado, porém o chapéu ajudava
a ninguém reconhecer seu rosto.
Novamente ele voltara para
os corredores, com a maior pressa do mundo. Chris foi tão rápido, que enquanto
estava voltando, viu o cientista que ele havia batido, ainda no chão catando
seus papeis.
Ele o amaldiçoou, afinal se
o homem percebesse era mais um que ele teria que entrar na briga. Chris passou
por ele como uma bala e o homem percebeu a sua presença, olhou para Chris se
distanciando pelo corredor achando estranho. Aqueles cientistas da Umbrella
poderiam ser tudo, mas burros não eram. Pegando seus papeis, ele levantou e foi
atrás de Chris, lentamente, olhando para ver aonde ele iria. Porém o cientista
estará confuso. Será que seria o mesmo?
Chris atravessou a porta e
voltou para o corredor. Logo de cara estava o grande vagão e de frente a ele,
Jill e Barry o esperando.
-
Chris?! – perguntou Jill – o que está
acontecendo? – Chris não respondeu, e logo subiu na plataforma indo direto ao
painel de controle passando por Jill.
-
Chris! – chamou Jill mais uma vez. Rodando a
chave, Chris apertou o botão vermelho e as luzes do local começaram a piscar, e
do vagão o mesmo barulho de sirene aconteceu.
Olhando para Jill, ainda com um pouco de falta de ar, ele ficou surpreso
por Jill já estar no lugar.
-
Como chegou aqui tão rápido? – perguntou Chris.
-
Do mesmo jeito que você chegou! – afirmou
Jill – Agora me responda! – Chris sorriu. Jill de fato era uma profissional,
pelo menos aparentava muito ser, talvez ela nem saiba disso.
-
Chris! – Jill chamou atenção novamente.
Aquilo estava irritando Barry. Ele novamente estava perdido olhando o jeito de
Jill que lhe surpreendia a todo minuto.
-
Eu... – respondeu Chris – estava numa sala de
reunião, era o que parecia e entrou um cientista e tivemos uma briga corpo a
corpo...
-
Droga! – disse Jill. A plataforma já subia,
aquilo relaxou a todos eles.
O
cientista que seguia Chris olhou a plataforma subir, ele ainda não estava
certo, mas deveriam ser pessoas que infiltraram no laboratório, e o que quer
que eles quisessem, conseguiram.
Chris,
Jill e Barry passaram por tudo onde tiveram antes, e graças a o sonífero de
Jill, dormiam como anjos. Passaram pelo bonde, esgotos, corredores e
finalmente, o grande galpão onde antes estiveram. O local diferente da noite
ficou iluminado com a ajuda da luz do sol, já era manhã. Abrindo a porta do
galpão, Chris saiu com sua arma apontando para todos os lados, onde estavam os
malditos cachorros? Jill o seguiu, quando notou que não havia mais aqueles cachorros,
correu em direção ao portão que antes passaram e Barry deu cobertura a Chris.
Atravessando
o grande campo de areia cheio de destroços, enquanto sua pele era iluminada
pela fraca luz do sol do amanhecer, Jill chegou à grade agarrando a corrente.
Aberta! Como ela havia deixado antes. Tirando-a, ela a atravessou deixando
aberta para Chris e Barry que viam correndo e logo atrás deles, os cachorros latindo.
Chris com certeza não queria atirar neles, mas se não houvesse outro jeito,
teria que salvar sua vida.
Barry
veio primeiro, conseguiu passar pelo portão e logo depois Chris, quase pulando.
Jill fechou a grade com destreza e trancou o cadeado. Os cachorros, pararam e
latiram como loucos.
Jill
caiu em gargalhada, e se encostou-se à parede alisando a sua testa tirando o
suor.
-
Oh meu Deus conseguimos! Nos conseguimos! –
ela sorria alegre. Barry também estava feliz, tudo ocorreu bem. Chris pôs as
mãos no joelho e tentou buscar oxigênio. Ele virou o rosto para Jill, todo
orgulhoso dela, que soltava gargalhadas incontroladas.
-
Bom trabalho pessoal! – disse Barry.
-
Oh Barry... – disse Jill – nem acredito que
fizemos isso! – Chris levantou seu tronco e pôs a mão deitada a frente. Ele
sorria olhando para Jill e Barry.
-
Conseguimos porque estávamos juntos... certo?
– Barry sorriu, e que sorriso! Colocou a mão dele sob a de Chris.
-
Conseguimos porque confiamos um nos outros...
– ele olhou para Jill – certo? – Jill parou de dar suas gargalhadas, ela olhou
para Chris que era iluminado pelo brilho do sol, ao qual fazia seu rosto
brilhar, o sorriso perfeito e um rosto lindo. Ela nem tinha reparado o quanto
Chris era bonito. Olhando para Barry, viu o sol fazer seus cabelos ficarem mais
alaranjados. Jill pôs sua mão e cima da dos dois e disse:
-
Conseguimos porque somos parceiros! Certo? –
ela olhou para Chris.
-
Todos os três! – disse Chris sorrindo.
-
Vamos embora daqui! – disse Barry. E claro,
Chris e Jill concordaram, indo para o carro preto ainda estacionado, são e
salvos!



















