domingo, 11 de maio de 2014

Capítulo 9: Operation Underground (Part III)


Chris e Jill caminhavam lentamente, olhando cada coisa e cada lugar. O incrível que era madrugada, e muitos cientistas ainda trabalhavam. Enquanto eles caminhavam pelos corredores, Jill parou para ver um das salas do laboratório, espelhado, com cientistas trabalhando dentro. Computadores ligados e máquinas jamais vistas antes por ela. Em cima da mesa, um coelho, sendo injetado nele um líquido, ao qual Jill não queria nem saber do que se tratava. Chris parou logo atrás dela, segurando-a pelo ombro. Jill achava um absurdo o que estará vendo.
-              O que eles estão fazendo? – perguntou ela, cochichando.
-              O mesmo que eles fizeram na mansão Jill... – respondeu Chris. Ela virou o rosto e seguiu andando pelo corredor. Aquilo lhe dava náuseas. Jill foi andando irritada, todas aquelas coisas lhe deixavam com muita raiva da Umbrella, o que ela viu na mansão, estava vendo pior, triplicado e debaixo de uma cidade, onde viviam cidadãos inocentes.
-              Jill! – chamou Chris, sem querer atrair tanta atenção. Ela virou e viu que Chris olhava um painel na parede.
-              Olhe isso... – disse ele. Jill foi aproximando dele lentamente e percebeu que o painel era um mapa, ao qual mostrava todos os laboratórios no local. “Laboratório de pesquisas celular, desenvolvimento físico, desenvolvimento muscular, biológica, viroses, * T-Vírus, B.O.W”
-              Malditos – disse Chris – continuam com as malditas B.O.W.s – Chris voltou a ler o que tinha no painel e viu algo que lhe chamou atenção. “G – William Birkin”. O que significava? Chris ficou confuso. O G estava tão em destaque. Ele gravou o local para onde teria que percorrer até chegar nesse famoso G.
-              Vamos... precisamos checar o que é isso! – falou Chris, andando pelo corredor, e novamente, Jill viu aquele olhar determinado vindo de Chris, o que lhe motivava, lhe inspirava e tirava todo seu nervosismo. Jill até deixou sua feição de irritada, por um sorriso no canto da boca ao ver aquilo. Ela foi determinada, seguiu Chris pelo local, ele parecia ter gravado bem para onde teria que ir.
Os dois passaram por corredores largos e finos, desceram grandes escadarias, de todos os tipos. Deveriam ser umas três horas da madrugada e os fluxos de cientistas diminuíam. Esses malditos teriam que dormir a qualquer momento. Chris e Jill passaram por todos os lugares que podiam passar daquele laboratório, ambos cartões serviam para abrir todas as portas, até então, eles dois não sabiam distinguir a área oeste e leste.
Chris cruzou mais um corredor e finalmente, parecia ter chegado ao local. Em cima havia um painel com o nome “G”.
-              Aqui estamos! – falou Chris. O lugar era repleto de salas de pesquisa para todos os lados e muitos deles estavam sem ninguém. Parecia que os cientistas tinham dado uma trégua a suas pesquisas. Chris estava tentando achar o que significava G,  tentava encontrar algum indício que lhe servisse de ajuda, mas não via nada de diferente a não ser tipos diferentes de laboratórios. Até que Jill pegou pelo seu braço.
-              Chris... Acho que encontrei! – disse Jill apontando para uma porta logo mais a frente, em cima dela “Sala de Pesquisa B.O.W G”. Chris foi andando lentamente. Haviam duas janelas de vidro ao que dava para ver dentro dela. Chris olhou por uma, e Jill a outra.
-              O que diabos... – disse Chris, vendo a escura sala, sendo iluminada por uma luz vermelha estranha. Jill tentou colocar seu cartão em um painel digital ao lado, mas pareceu não funcionar. Chris tentou colocar o seu, mas também deu acesso negado.
-              Droga... – disse ele.
-              Como entramos? – perguntou Jill. No painel digital, aparecia vários dígitos com números e letras para senha.
-              Acho que temos que descobrir a senha... – falou Chris. Jill pegou seu Octoc, entrando em comunicação com Barry. O rádio chiou, mas logo funcionou, ela escutou a voz de Barry.
-              Barry falando... Cambio.
-              Barry, acho que temos problemas, encontramos uma sala chamada G... não sabemos o que é o certo, mas parece ter um grande destaque nela... Jill, cambio. – assim que ela falou. Barry ficou calado. Chris foi até o painel e tentou algo, digitou um nome. Um barulhinho saiu do painel e dele respondeu “Senha incorreta!”
-              Droga! – disse Chris.
-              O que você tentou? – perguntou Jill.
-              Spencer... – foi uma boa, mas não tanto. Eles ainda precisavam da senha.
-              Porque não entraram? – perguntou Barry pelo Octoc.
-              Precisamos que uma senha... nossos cartões não funcionam! – afirmou Jill. Chris tentou outra senha, mas novamente deu como incorreta.
-              O que tentou dessa vez? – perguntou Jill.
-              Arklay...
-              Não iria funcionar, não tem nenhuma ligação Chris! – afirmou Jill. Chris olhou para ela indignado, ela quis sorrir, mas manteve a pose.
-              O que vocês tentaram? – perguntou Barry.
-              Spencer... e Arklay... acho que não temos muitas chances... – falou Jill. Chris voltou a ficar pensativo, Jill já pensava em algo desde que chegaram ali.
-              Arklay? Qual sentido? – perguntou Barry. Jill sorriu e Chris levantou os braços dizendo:
-              Ok, é a vez de vocês agora! – Jill preferiu não dizer nada, tentava se lembrar de alguma coisa que tenha visto no laboratório relevante.
-              Tyrant? – disse Barry. Jill achou coerente, afirmou com a cabeça, e Chris tentou. “Senha Incorreta!”
-              Droga! – dessa vez disse Jill – não funcionou Barry! – Chris começou a achar que aquilo estava perdendo seu valioso tempo.
-              Vamos Jill, deixa isso de lado...
-              Espera! – falou Jill – B... Barthy... não, não é Barthy é... Ber... Berk... – Chris parou e a viu tentar falar uma palavra.
-              Berk? – perguntou Chris.
-              Não! Birkin! – disse Jill. – tente Birkin, de William Birkin! – Chris virou para o painel e colocou o nome conforme Jill havia dito. Nesse momento, ela cruzou os dedos, tinha que estar certo. “Senha Correta”. Jill quase pulou de alegria e a porta subiu para o teto, revelando a sala.
-              Como sabia dessa?
-              Havia o nome dele, ao lado da letra G, no mapa que você tinha encontrado no corredor! – Chris sorriu, animou-se ao ver Jill daquele jeito.
Então os dois entraram na escura sala, repleta de mesas para todos os lados, estantes com infinitos livros e computadores de todo tipo que se imaginasse. Papeladas espalhadas e fazia frio. Do lado de fora não dava para perceber o que tinha guardado lá dentro, por conta das estantes que havia no local, mas ao fim da sala, no fundo dela, Jill pode ver de onde saia à luz vermelha. Seus olhos encheram de lágrimas. Ela foi dando leves paços e colocou a mão na boca, impressionada com o que estava vendo.
-              Oh meu Deus! – disse Jill abismada. Chris estava tão surpreso quanto a Jill. Seus olhos viam aquilo parecido com o que ele teria visto antes, na mansão Arklay. Era a prova que a Umbrella não iria parar depois do que aconteceu lá, contrário, faria mais e mais.
-              O que porcaria é isso? – perguntou Chris abismado.
O que havia diante a eles, era um enorme cilindro de vidro, dentro dele, uma água sendo iluminada com o vermelho e dentro da água, uma coisa horrenda. Era um braço, ao que parecia ser, com enormes garras, seus músculos e pele rasgada amostra, também nervos e veias. O mais curioso era o fato de que o braço tinha um enorme olho, na ponta de cima, onde deveria começar o ombro.
Uma criatura desgraçada, monstruosa. Jill se aproximou de um pequeno painel que tinha a lado. Lendo o que tinha escrito “Experimento Código “G” em Corpo Humano”.
-              O meu Deus! – disse Jill – eles continuam a usarem humanos Chris, igual à mansão! –
-              O que está acontecendo? – perguntou Barry.
-              Achamos um experimento Barry, em um corpo humano! Tudo indica ser uma B.O.W, codinome “G” – falou Chris pelo seu Octoc. Jill continuou vendo a B.O.W. enquanto Chris correu pelas papeladas em cima das mesas, tentando achar algo interessante que revelasse algo. Tinham muitos papeis, Chris foi olhando de um por um, sem tentar fazer muita bagunça. Apesar de seus nervos estarem agitados ele conseguiu concentração para ler um deles.

“Desenvolvimento do G-Type: Quando injetado em tecidos vivos o G-Vírus se desenvolve a nível celular, mudando a padronização de seu DNA resultando em mutação genética avançada. Acredita-se quando a mutação chega a um estado avançado, a B.O.W possuí mínima inteligência, ou nenhuma! Agindo apenas por instinto.”

-              G-Vírus? – disse Chris pensativo ao ver aquele papel em sua mão.
-              G-Vírus?! – olhou Jill para ele curiosa.
-              Parece que a Umbrella desenvolveu um novo vírus! – afirmou Chris. Ele pegou outro papel e continuou lendo.

“Diferente do T, o G não compromete as células do hospedeiro, enquanto o G as altera, criando uma nova forma de vida. O G-Vírus em um corpo provoca o desenvolvimento e novas células chamadas de G, criando uma mutação mais rápida e crítica. A utilização como uma B.O.W  não deve ser autorizada, pois existem poucas experiências e acredita-se que seja incontrolável”

Chris sentiu-se tonto, ele sentou em uma das cadeiras no lugar alisando sua testa, sem acreditar no que tinha visto. Jill ficou preocupada e andou até ele segurando em seu ombro.
-              Chris? Você está bem? – perguntou Jill. Ele respirou fundo, lhe deu até vontade de vomitar.
-              Eles continuam... criando coisas... – falou Chris – piores do que vimos na mansão Jill, muito pior! – Jill suspirou, não sabia o que dizer, estava tão surpresa quanto ele. Mas ela achava que não podiam passar muito tempo ali, Chris tinha logo que se sentir bem, ela olhou para o relógio “03:35-Am”. Logo, logo já iria amanhecer, tinham que ser rápidos.
-              Chris... temos que ir! – disse Jill batendo em seu ombro.
-              Não... – disse Chris – temos que investigar mais! – ele levantou da cadeira e pegou a papelada que havia em cima da escrivaninha. Ele olhou para Jill e falou:
-              Vamos, tem um lugar que não fomos ainda! – Jill não achou uma boa idéia, eles não tinham muito tempo, porém Chris tinha razão, deveria haver bem mais coisas que a Umbrella guardava lá dentro, que eles teriam descobrir.
Os dois deixaram a misteriosa sala G e voltavam o caminho pelos corredores e escadarias do laboratório. Ainda tinha alguns cientistas lunáticos vagando pelo local com papeladas para cima e para baixo. Chris não queria nem pensar o que eles carregavam em mãos. Jill pensava se a cientista havia acordado, mas o sonífero era muito forte, não tinha como ela acordar tão cedo.
Não demorou muito e os dois já estavam no Hall do laboratório. Chris fazia o caminho de volta, Jill não entendia pra onde ele queria ir. Atravessaram a porta dupla onde entraram e voltaram para o corredor que dava de cara com o grande vagão onde desceram. Porém ao invés de Chris seguir em frente ou voltar à sala onde estará Barry, ele virou a direita, atravessando uma pequena porta e entrando em uma nova ala do laboratório.
Chris deu de cara com um corredor, ou melhor, parecia uma ponte, tinha um negro infinito debaixo deles. Jill não queria ter mais surpresas, mas parecia que se continuasse dentro daquele laboratório, seria impossível. Onde eles tiveram antes deveria ser só apenas uma parte do laboratório. Chris tomou a frente, foi andando lentamente enquanto seus paços ecoavam o barulho do ferro sobre seus pés. Jill logo atrás olhava para cima, para baixo, para todos os lados, com os olhos arregalados e surpresos. O lugar tinha três pontes ligadas a uma sala, no meio de um grande circulo ao qual era o lugar. Na sala, havia um mecanismo, ao qual parecia ser o cérebro do local, que funcionava tudo por dentro. As outras duas pontes tinham luzes diferentes sobre elas, uma de cor azul e outra cor vermelha. Em cima das entradas para a ponte. “West Area” e “East Area”.
-              Parece que nos dividimos aqui Jill... – falou Chris. Ela olhou para ele incerta.
-              Tem certeza disso Chris? – ele viu o rosto de Jill, ela estava nervosa, ter descoberto aquela criatura na outra sala mexeu com os nervos dela e o dele também.
-              Jill – disse Chris tocando em seu ombro – a gente tem que fazer isso... Se não fizemos... Quem vai fazer? – ele olhou no fundo dos olhos dela - Você esteve lá... Kennethy, Joseph, Enrico... – tocou em seu rosto – as garotas Jill... – os olhos de Jill encheram de lágrimas. Ela se lembrou de suas vizinhas, as garotas, que foram mortas, assassinadas enquanto estavam na floresta, antes de tudo aquilo começar.
-              Você não confia em mim? Somos parceiros! Não somos? – disse Chris olhando firmemente para ela. Jill respirou fundo, as lágrimas que antes quiseram descer por lembrar-se das garotas, sumiram com a determinação que lhe ferveu o sangue. Ela tinha que ajudar Chris, e acima de tudo, confiar nele.
-              Eu estou com você! – falou Jill. Chris sorriu e piscou o olho para ela, largou seu rosto e ombro, entrando no corredor. Logo, Jill soltou um sorriso, entrando no corredor vermelho.   

Chris atravessou a porta que subia para o teto, revelando um corredor claro, com um grande nome azul logo à frente “East Area”. Ele foi andando lentamente, seus leves paços fazia um barulho diferente vindo do chão. Logo próximo, tinha uma sala. Chris queria ver o que tinha dentro dela. Devagar, se aproximou dela e a abriu. Dentro da sala havia enormes equipamentos nunca vistos antes por Chris, escrivaninhas repletas de objetos, papeladas e computadores. Em um deles, havia um cientista que nem se importou de virar para ver quem era e apenas disse:
-              Sim... já vou me deitar... já vou! – falou o homem. Chris se assustou ao perceber sua presença, mas fechou a porta em silencio, preferiu não ser descoberto. Ao lado tinha um portão de alumínio com o nome da Umbrella em frente, ao lado da porta, um painel que servia para colocar cartões magnéticos. Chris colocou o cartão e a porta se abriu, revelando por trás dela, um curto corredor, com uma porta no final.  
Ele foi até a porta sem hesitar, disfarçado como cientista era mais fácil de enfrentá-las. Assim que atravessou a porta, entrou em uma grande sala, repleta de mesas, computadores e cilindros, parecidos com os da sala “G”, porém o líquido dentro deles era azul. Naquela sala, Chris ficou surpreso, uns três cientistas rondavam o local, dois presos nos computadores e outro anotando coisas em um caderno. Entrando pelo local lentamente, Chris não queria chamar atenção, tentou passar pelo lugar como se fosse algo mais natural do mundo. Para eles eram, atravessar um corredor repleto de cilindros cheios de água e o pior, tendo criaturas horrendas dentro deles. Chris conhecia aqueles monstros, já os tinha visto antes. Os famosos caçadores, chamados de “Hunters”.
Ele passou sem tentar nem olhar para os animais, o que não conseguiu resistir, pareciam inconscientes, dormiam e tranqüilos, porém quando acordados, uma verdadeira máquina de matar. Tinha uma grande porta no final da sala ao qual Chris logo atravessou, saindo de dentro da outra aliviado, quase sem ar.

Jill usou seu cartão, e a porta de alumínio subiu, assim como Chris, tinha uma única porta no lugar, ao qual Jill atravessou, revelando para ela algo enorme. O coração de Jill quase pulou assim que ela viu. Era uma enorme planta, gigantesca, que se contorcia. De dentro dela saiam cipós, que também se mexiam com ferocidade. Ela lembrou bem, já tinha visto uma planta daquela antes, era um dos estudos da Umbrella na mansão, porém aquela planta atacava, Jill teve que enfrentá-la, quase perdeu sua cabeça, só em lembrar que dava nervosismo, mas porque essa planta não fazia igual? Ela não tentou atacar Jill, na verdade, por ser estranha e se contorcer, agia como uma planta. Ela pode ouvir gritos vindos no mundo infinito abaixo dela. Rapazes pareciam estar trabalhando, àquela hora da madrugada. Havia uma pequena escada de mão ao lado e Jill resolveu usar, ela queria saber onde tudo aquilo lhe levaria.
Assim que ela desceu as escadas. Entrou em uma porta que levava para um corredor bem estreito, o lugar não deveria carregar tantos cientistas como na outra ala do laboratório. Jill foi andando com leves paços atravessando o corredor, entrando em outro, um maior, onde a textura do chão era refinada e bonita. Cadeiras e televisores passando informações sobre o mundo. Jill continuou andando. Por enquanto ela só havia entrado em corredores e corredores, havia uma porta ao lado dela que lhe deixou curiosa.
Tocando delicadamente na maçaneta, Jill a atravessou lhe revelando uma sala, não tão grande, mas repleta de equipamentos de pesquisa. Havia papeladas para todos os lados e computadores também, não muitos diferente de outras áreas do laboratório. Porém continha próxima a parede vários cilindros de vidro, com plantas dentro, onde se contorciam. Na sala não havia ninguém, era o momento perfeito de Jill espionar. Ela foi mais próximo ver as plantas, parecia um animal, os cipós se mexiam e elas pareciam perceber a presença de Jill, porém não tinham olhos.
As plantas também mostravam crescer, pois havia umas maiores que a outra. Jill foi até os papeis em cima das escrivaninhas, tentar ler e ver o que falavam sobre ela.

“Experimentos biológicos com floras.
Conseguimos uma planta compatível suficiente com o T-vírus para se tornar uma nova e competente B.O.W.  Seus lados positivos é que ela demonstra agressividade e utiliza de um veneno contendo o T-Vírus. Porém negativamente ela é bastante lenta e não enxerga onde pode estar o inimigo.

Relatório de Simmon Smith”

-              Maldita Umbrella! – falou Jill para si mesma.

Chris entrou em outra sala, também não havia ninguém. Era simples, porém cheias de papeis contendo várias informações. Havia uma máquina de escrever antiga em cima de uma escrivaninha em meio a alguns computadores. Ele logo iria deixar a sala, quando algo lhe chamou atenção. Dentro dela, havia no fundo um painel, repleto de fotos, e papeis escritos. O painel era bem iluminado e no meio da sala, tinha uma larga mesa, onde parecia ocorrer reuniões nela. Chris resolveu entrar, fechou a porta lentamente sem fazer muito barulho. Olhou os detalhes da sala, tudo com muito cuidado. Mas o que ele tinha mais curiosidade mesmo era o painel sob a parede, Chris passou pela mesa sem mesmo tocá-la, não deu importância para o que tinha em cima das escrivaninhas, foi direto para o painel e lá, viu algo que lhe surpreendeu.
Fotos da Europa, França sendo mais preciso. Entre as fotos do país, tinha também a imagem de um homem, sorridente e bastante bonito. Um pouco mais abaixo, o desenho do corpo de um homem, com escrituras sobre a imagem. “Danificato, danificado, danificado”. Tinha muita coisa escrita em francês ao qual Chris não entendia, porém leu outro papel em inglês, que estava pregado ao local.

“Relatório de Dr. Ben – Extremamente Sigiloso.
Estamos tendo bons progressos com o nosso Projeto Nemesis. É incrível como o vírus e o parasita fundido no corpo do hospedeiro conseguiram ter uma união estável. Todos ficaram animados ao ver os bons resultados, principalmente quando percebemos em uma de nossos testes, ele mostrar raciocínio. O próximo patamar é lhe ensinar a manusear armas de fogo.  Acreditamos que o Projeto Nemesis não contenha nenhuma lembrança de seu passado. Precisamos mantê-lo assim.

Umbrella Corporation – Paris, França.”

Pelo que Chris entendeu, eles não só desenvolviam armas biológicas apenas em Raccoon, ou nos Estados Unidos. Porém eles estavam fazendo isso na Europa também, e provavelmente em todo o mundo. Raiva, muita raiva era o que Chris sentia naquele momento, eles nunca iriam parar, até acontecer um caos.
-              Mark? É você? – a porta abriu, vindo dela uma voz de um homem. Chris virou assustado e tremendo do susto que ele levou, o rapaz lhe fitava, parecia não reconhecer Chris.
-              Você não é Mark! – falou o homem.

Jill entrou em uma sala ao qual seria das câmeras do estabelecimento. A maioria delas estava chiando, com a imagem péssima. Eram grandes televisores um em cima do outro, cobrindo uma gigantesca parede no teto. Parecia ocorrer algum problema, pois as câmeras não funcionavam. Havia uns cinco rapazes, em meio a fios tentando dar um jeito no problema. Jill não quis chegar perto, mas eles nem perceberam a sua presença. De fato eles estavam com sorte naquele dia. Nenhuma câmera os pegaram enquanto eles entravam escondidos no laboratórios, eis a questão, tinham problemas com elas e deveriam estar a horas tentando resolver.
Ao lado de Jill, havia um painel, com um pequeno televisor, onde gravava alguma coisa. Ela sentou na cadeira giratória que tinha na frente dele e começou a mexer no sistema, ver se conseguia achar alguma coisa. Parecia uma área ao qual gravava qualquer tipo de filmagem de todo o estabelecimento, ou melhor, o HD de todas as câmeras.
 Ela começou a passar as imagens. Viu os laboratórios, as pessoas trabalhando dentro delas, Jill mudou e olhou o hall, parecia não ter registro dela chegando com Chris. Ela viu a sala “G”, apenas um cientista trabalhando nela. Assim que Jill passava os canais via pequenos detalhes dos lugares que ela antes tivera passado, até chegar a um canal que lhe arregalou os olhos.
Jill parou para ver a imagem de uma Câmara, uma sala com um homem dentro dela, sozinho e com medo. Ele parecia agoniado, andava de um lado para o outro, batia nas paredes. Foi então, que de dentro do chão, por um buraco subiu um animal horrendo. Andava de quatro patas, garras enormes, sua pele repleta de músculos amostra, assim também com o cérebro. A língua do monstro pulava em uma distancia gigantesca, enrolando todo o corpo do homem e em um ataque de destreza, o trouxe até suas garras, o cortando em pedaços. Jill virou o rosto assim que aquilo apareceu. O intestino do homem junto com outros órgãos caíram no chão, enquanto a boca do monstro triturava a cabeça do rapaz. Jill perguntou o que esse homem fez a levar a Umbrella fazer isso. Seu corpo tremeu, e foi surpreendida pelo seu Octoc O barulho dele, desconcentraram os rapazes que tentavam ajeitar as câmeras. Jill sorriu sem jeito e falou:
-              Desculpem! – atendendo, Jill disse
-              Barry? Chris?
-              Jill, sou eu o Chris! Temos que sair daqui agora... eu digo AGORA, me encontra no vagão! –
-              Chris o que...?
-              Depois eu lhe digo! Vamos logo! Câmbio e desligo! – Jill sentiu, ele estará nervoso, mas o que diabos deve ter acontecido com o Chris. Aquilo deixou Jill nervosa. Ela já iria levantar quando viu um botão vermelho no painel com o nome “Delete”. Assim que ela apertou, veio a seguinte pergunta “Tem certeza que quer deletar? Isso fará com que perca todos os dados gravados no disco!”. Ela sorriu se sentiu perversa e mais uma vez apertou deletar e viu na tela uma barra surgir, crescendo na medida em que deletava os vídeos. Pronto, agora ela estará pronta para ir.

O cientista estava caído no chão, todo esmurrado, até cortes em seu rosto tinha. Tudo aquilo foi feito por Chris. O rapaz tinha percebido que ele era um infiltrado e estava coletando dados, foi então que ocorreu uma briga de corpo a corpo e claro Chris o deixou desacordado. Mas depois disso, ele sabia que era uma questão de tempo até outros cientistas achá-lo por ali, sem contar que a briga resultou em uma sala toda bagunçada.
A mão de Chris doía, o maldito era forte na queda. Ele tinha acabado de falar com Jill no Octoc e sua fuga era questão de tempo. Saindo da sala, Chris fazia todo o caminho de volta, mas primeiro ele teria que passar no banheiro na outra ala do laboratório e deixar o jaleco e o cartão do homem de volta, para não dar muita bandeira. Ele se esqueceu de falar isso com Jill o que lhe preocupou, Chris rezou para que ela fizesse o mesmo.
Ele atravessava a grande sala do laboratório, os mesmos homens ainda trabalhavam lá, só que um deles achou esquisito o jeito como Chris passou por ele, emburrado e massageando a mão. Porém não fez nada, voltou à tela do computador esquecendo-se da presença dele. Chris passou pela pequena porta e voltou para o corredor com luzes azuis.  Ele tentava não esquecer nada, fechou a grande porta de alumínio para que não desse muita bandeira e voltou para a ponte, atravessando aquele estabelecimento com as grandes máquinas, e logo passou a voltar para o grande vagão. Jill ainda não estava lá, Chris corria para a outra ala do laboratório, agora ele parecia bem mais nervoso. Atravessou o grande hall de entrada e logo foi para o corredor, dessa vez, estava mais próximo do banheiro. Enquanto andava depressa, um homem passou por ele, e Chris bateu no ombro do rapaz derrubando toda a papelada no chão e o café que ele bebia.
-              Obrigado! – disse o homem ironicamente descendo para pegar os papeis que haviam caído. Chris suava e agora ele estava mais nervoso que tudo, se a Umbrella os pegassem lá com certeza virariam cobaias. A porta do banheiro se encontrou logo a sua frente. Chris entrou já tirando o jaleco. Não havia ninguém, por sua sorte, e agora ele esperava que ninguém entrasse, não seria bom sair esmurrando tudo que era cientista a sua frente.  Abrindo a porta do boxe, ele jogou o jaleco em cima do homem junto com o cartão.
Chris não se importava em vesti-lo, estava pouco se lixando para isso. Pegando o macacão, ele logo colocou em seu corpo com precisão, tudo aquilo não durou mais de 10 minutos, pelo menos ele se orgulhava de estar agindo rápido e tinha quase certeza que Jill não estava pronta. Apenas com o macacão, ele deixou o esfregão e o balde no banheiro. Saiu com a mesma cara e agonia que tinha entrado, porém o chapéu ajudava a ninguém reconhecer seu rosto.
Novamente ele voltara para os corredores, com a maior pressa do mundo. Chris foi tão rápido, que enquanto estava voltando, viu o cientista que ele havia batido, ainda no chão catando seus papeis.
Ele o amaldiçoou, afinal se o homem percebesse era mais um que ele teria que entrar na briga. Chris passou por ele como uma bala e o homem percebeu a sua presença, olhou para Chris se distanciando pelo corredor achando estranho. Aqueles cientistas da Umbrella poderiam ser tudo, mas burros não eram. Pegando seus papeis, ele levantou e foi atrás de Chris, lentamente, olhando para ver aonde ele iria. Porém o cientista estará confuso. Será que seria o mesmo?
Chris atravessou a porta e voltou para o corredor. Logo de cara estava o grande vagão e de frente a ele, Jill e Barry o esperando.
-              Chris?! – perguntou Jill – o que está acontecendo? – Chris não respondeu, e logo subiu na plataforma indo direto ao painel de controle passando por Jill.
-              Chris! – chamou Jill mais uma vez. Rodando a chave, Chris apertou o botão vermelho e as luzes do local começaram a piscar, e do vagão o mesmo barulho de sirene aconteceu.  Olhando para Jill, ainda com um pouco de falta de ar, ele ficou surpreso por Jill já estar no lugar.
-              Como chegou aqui tão rápido? – perguntou Chris.
-              Do mesmo jeito que você chegou! – afirmou Jill – Agora me responda! – Chris sorriu. Jill de fato era uma profissional, pelo menos aparentava muito ser, talvez ela nem saiba disso.
-              Chris! – Jill chamou atenção novamente. Aquilo estava irritando Barry. Ele novamente estava perdido olhando o jeito de Jill que lhe surpreendia a todo minuto.
-              Eu... – respondeu Chris – estava numa sala de reunião, era o que parecia e entrou um cientista e tivemos uma briga corpo a corpo...
-              Droga! – disse Jill. A plataforma já subia, aquilo relaxou a todos eles.
O cientista que seguia Chris olhou a plataforma subir, ele ainda não estava certo, mas deveriam ser pessoas que infiltraram no laboratório, e o que quer que eles quisessem, conseguiram.
Chris, Jill e Barry passaram por tudo onde tiveram antes, e graças a o sonífero de Jill, dormiam como anjos. Passaram pelo bonde, esgotos, corredores e finalmente, o grande galpão onde antes estiveram. O local diferente da noite ficou iluminado com a ajuda da luz do sol, já era manhã. Abrindo a porta do galpão, Chris saiu com sua arma apontando para todos os lados, onde estavam os malditos cachorros? Jill o seguiu, quando notou que não havia mais aqueles cachorros, correu em direção ao portão que antes passaram e Barry deu cobertura a Chris.
Atravessando o grande campo de areia cheio de destroços, enquanto sua pele era iluminada pela fraca luz do sol do amanhecer, Jill chegou à grade agarrando a corrente. Aberta! Como ela havia deixado antes. Tirando-a, ela a atravessou deixando aberta para Chris e Barry que viam correndo e logo atrás deles, os cachorros latindo. Chris com certeza não queria atirar neles, mas se não houvesse outro jeito, teria que salvar sua vida.
Barry veio primeiro, conseguiu passar pelo portão e logo depois Chris, quase pulando. Jill fechou a grade com destreza e trancou o cadeado. Os cachorros, pararam e latiram como loucos.
Jill caiu em gargalhada, e se encostou-se à parede alisando a sua testa tirando o suor.
-              Oh meu Deus conseguimos! Nos conseguimos! – ela sorria alegre. Barry também estava feliz, tudo ocorreu bem. Chris pôs as mãos no joelho e tentou buscar oxigênio. Ele virou o rosto para Jill, todo orgulhoso dela, que soltava gargalhadas incontroladas.
-              Bom trabalho pessoal! – disse Barry.
-              Oh Barry... – disse Jill – nem acredito que fizemos isso! – Chris levantou seu tronco e pôs a mão deitada a frente. Ele sorria olhando para Jill e Barry.
-              Conseguimos porque estávamos juntos... certo? – Barry sorriu, e que sorriso! Colocou a mão dele sob a de Chris.
-              Conseguimos porque confiamos um nos outros... – ele olhou para Jill – certo? – Jill parou de dar suas gargalhadas, ela olhou para Chris que era iluminado pelo brilho do sol, ao qual fazia seu rosto brilhar, o sorriso perfeito e um rosto lindo. Ela nem tinha reparado o quanto Chris era bonito. Olhando para Barry, viu o sol fazer seus cabelos ficarem mais alaranjados. Jill pôs sua mão e cima da dos dois e disse:
-              Conseguimos porque somos parceiros! Certo? – ela olhou para Chris.
-              Todos os três! – disse Chris sorrindo.
-              Vamos embora daqui! – disse Barry. E claro, Chris e Jill concordaram, indo para o carro preto ainda estacionado, são e salvos!    













     

domingo, 4 de maio de 2014

Capitulo 8: Operation Underground (Part II)


Jason reparava que alguma coisa estava saindo do escuro. Aquela luz e o barulho, óbvio que era o Bondinho, mas quem vinha dentro dele? Não era dia em que chefe Irons iria para o laboratório, Jason também não foi informado que alguém entraria. Alguma coisa poderia ter acontecido com Finn nos esgotos. Talvez quisesse apenas conversar, deveria ser um tédio ficar naquele lugar fedido.
A luz foi ficando mais forte e o som também, finalmente o Bonde era visível e foi diminuindo a velocidade à medida que chegava. Jason tirou a arma e foi indo até ele, tinha que manter a imagem de segurança. O bonde tinha parado e visivelmente não parecia ter ninguém dentro dele. Jason achou estranho, foi até a porta e a abriu. Colocou seu pé lentamente e olhou por dentro, não havia ninguém. Juntou as sobrancelhas, o que haveria feito o bonde ir até lá? Fantasmas não fariam algo do tipo. Jason olhou para o outro lado. Uma sombra preta se pôs a frente dele, tão rápido que se assustou. Ela lhe deu um soco no rosto e na barriga, enquanto algo lhe agarrava pelo pescoço e braços lhe imobilizando.
Jason tinha que fazer alguma coisa, estava sento atacado, sua arma caiu no chão. Ele deu um chute na sombra que estava em sua frente, o derrubando no chão, havia conseguido machucar um, só precisava se soltar, mas logo sentiu uma picada no pescoço e rapidamente entrou em um negro infinito.
Chris havia caído no chão, levou um chute bem em seu abdômen. Barry soltou o corpo do homem no chão e Jill tinha sido ágil com a seringa. 
-              Você está bem Chris? – perguntou Jill. Quando levamos chute no abdômen sentimos uma forte dor, aquilo estava acontecendo com Chris, foi um forte chute e certeiro. Ele levantou do chão lentamente.
-              Ok, eu estou bem sim... obrigado! – e parecia voltar ao normal. Barry foi o primeiro a sair do bonde. Não havia nada ali, apenas uma porta no lado direito. O clima não mudou, frio e sombrio, não tinha tanta luz e um silêncio absoluto. Se aproximando da porta, Barry rezou para que não tivesse mais ninguém naquele local, eles não tinham muitos soníferos e não podiam gastar tanto sem saber o que teria por vir. A porta de alumínio foi aberta e Barry deu de cara com um estreito corredor, cheio de canos e ferros, com iluminarias vindo das paredes próximas ao chão.
Do frio passou para o quente, apesar de ter lâmpadas, o local era meio sombrio. Barry foi andando lentamente, sua Colt preparada. Eles estavam fazendo o máximo para não matar ninguém, daria muita bandeira e tinham que passar despercebidos.
O corredor quebrava para dois lados e eles nem sabiam qual caminho certo a percorrer. Barry olhou para Chris dizendo:
-              Chris... você para a direita, eu vou para a esquerda... Jill fique aqui! – Barry deu as costas e saiu andando, Chris foi em direção à direita e Jill ficou parada revirando os olhos. O grande Barry dava passos leves, o corredor parecia sujo e as luzes falhas lhe davam um suspense junto com o escuro. O corredor em que Barry andava virava para a direita. Ele encostou-se à parede e deu uma olhada rápida. Não havia nada, era um corredor sem saída. Qual o sentindo dele estar ali? Perguntou-se Barry. Chris surgiu do outro lado falando:
-              Tem uma porta aqui! – Parece que eles retomaram o rumo. Jill foi atrás de Chris que tomava a frente, e Barry na retaguarda. Abrindo a maçaneta lentamente, a porta revelou mais um corredor, igual ao que estavam dessa vez bastante escuro, o que não ajudava muito. Porém o escuro lhes tranqüilizavam, não deveria ter alguém ali.
Chris foi caminhando até o negro seguido por Jill. No escuro, era impossível vê-lo. O corredor virava para a direita e novamente para a esquerda, já com luzes, fortes luzes, ao quais suas roupas negras não adiantariam de nada. Mais lugares, seguindo para direita e esquerda. Dessa vez, Jill foi para o lado direito e Barry para o lado esquerdo. Aqueles estreitos corredores eram de deixar qualquer um louco, eles não sabiam para onde eles davam e costumavam ser escuros. Jill voltou sem sucesso, mais uma viela, porém Barry achou uma escada. Novamente seguiram o rumo. A escada era pequena de mão, tinha que ser um de uma vez. O primeiro foi Barry, assim que ele subia a escada tinha que abrir uma escotilha logo à cima, o problema era o que teria detrás daquela escotilha, finalmente o laboratório secreto? Barry segurou-se bem a escada e lentamente abriu. Escutou um som. Era um rádio, ou melhor, uma TV portátil. Abrindo lentamente a escotilha ele pode ver à iluminação dela. Uma cadeira também, que se movimentava, para frente e para trás. Alguém estava sentado nela, porém as pernas não estavam no chão, deveriam estar em cima de alguma mesa.
Barry lentamente abriu mais a tampa, era visível que o homem estará de costas para a escotilha e assistia a TV, com as pernas sobre um painel de controle. Por sorte o homem não percebia a presença de dele, que cada vez mais estava dentro da sala. Barry abriu a tampa e saiu de dentro do buraco, tão silencioso quanto o vento. Com leves passos, ele agiu rápido, segurou o pescoço do homem com agressividade, junto com seus braços. O homem gritou, mas sem tanta força por conta da ferocidade de Barry em seu pescoço. Jill rapidamente subiu a escotilha, enquanto o homem tentava se soltar de Barry, o empurrando para a parede, machucando as costas dele. Jill tirou mais uma seringa e tentou furá-lo, mas o homem se debatia bastante e os dois não estavam com sucesso. Chris subiu rapidamente e apontou a arma para o rosto do homem, que parou de se debater ao ver o cano preto da arma mirar seu rosto. Foi o momento perfeito para Jill injetar o sonífero nele. Em poucos segundos, o homem caiu no sono e Barry o largou na cadeira.
-              Barry... tudo bem com você? – perguntou Jill. Ela viu o homem empurrá-lo até a parede, ao qual tinham objetos pontiagudos que lhe machucaram, mas não havia lhe cortado.
-              Sim Jill... não se preocupe! – afirmou ele. Chris olhou o lugar, não parecia nada com um laboratório secreto e aquilo estava começando a lhe frustrar. Será mesmo que eles estavam no caminho certo? E se tudo aquilo não deixasse de ser um simples laboratório de tratamento de esgoto. Mas Chris leu os arquivos, deveria ter algum laboratório em algum lugar. Talvez eles estivessem indo para o lugar errado. Jill abriu a porta que tinha na sala, revelando para ela um grande galpão. Assim que Chris atravessou, desanimou mais ainda. Voltaram para o ponto de partida. Chris já começava a se lamentar.
-              Droga... voltamos para o começo, estamos andando em círculos! – disse Chris emburrado. Barry olhou para o amigo e tentou animá-lo, também não estava esperançoso a voltar para o galpão. Mas uma coisa chamou a atenção de Jill. Um enorme objeto amarelo fora do galpão parecia ser estranho. O que aquela coisa fazia ali? Era em Raccoon? Jill foi aproximando dele, parecia estar preso no chão. Era um grande vagão amarelo, tinha um circulo desenhado no chão de alumínio em volta dela. Um painel ao lado com vários botões e um local para ligar com chave.
Chris reparou que Jill estava curiosa para com o objeto, ela analisava lugar a lugar, tocava no vagão. Barry também percebeu aquilo. Ela subiu um pequeno batente que levava para dentro da máquina. Estava aberta, e um grande silêncio, não havia ninguém. Tinha um banco do lado, era estreito e longo. Jill foi andando lentamente por ele, seu sapato fazia barulho na medida em que ela pisava, era escura, sua lanterna ajudava a ver o que tinha dentro.
Tinha um painel de um lado, com alavancas, relógios, termômetros, era um trem, o primeiro vagão. Da janela Jill viu que Barry e Chris se aproximavam. Ela voltou a analisar o lugar, e iluminou uma chave brilhante, pendurada em uma placa vermelha. Na chave estava cravado a letra ‘’D’’. Ela se lembrou do painel fora da máquina, talvez a chave servisse para lá. Pegando-a, Jill foi até o painel.
-              Jill? – perguntou Barry. Ela saia de dentro do vagão com uma coisa em mão.
-              O que você está carregando? – perguntou Chris. Ela sorriu olhando para os dois, escutando suas vozes abafadas pela máscara.
-              Veremos se isso vai dar certo! – disse Jill, colocando a chave no encaixe e a girando. Assim que ela girou, luzes começaram a acender, não só no painel, mas em todo o local, barulhos de máquinas soaram. Parecia ter dado certo. Chris soltou um sorriso, mas afinal, o que aquilo faria. Ele voltou a olhar para Jill, Barry fez o mesmo. Ela estava com a mão sob um grande botão vermelho esperando a ordem. Botões eram tão misteriosos quanto portas, nunca saberia o que iria acontecer caso você apertasse. Barry afirmou com a cabeça, ela olhou para Chris que parecia ainda estar incerto, mas confiou nela, e acenou com um sim.
Jill apertou, e uma sirene começou a soar junto com barulho de máquinas. Uma parte do chão levantou, barulhos de fumaça vieram debaixo e tudo começou a tremer. Todos os três se assustaram, não faziam idéia do que estará acontecendo. A sirene parou de soar, então eles começaram a descer. A máquina funcionava como um elevador, descendo em um profundo negro, um enorme buraco. As luzes pareciam subir, eram feitas para iluminar o enorme buraco que descia a uma profundidade gigantesca, o céu já estava distante e todos eles estavam nervosos para onde aquilo os levaria. Chris animou-se, parecia que eles tinham achado, Jill tinha achado a entrada.
A máquina foi ficando mais devagar, parecia que ela estará chegando ao seu destino. Jill estava nervosa, o mesmo ficou Chris, Barry apontava sua arma para todos os lados. E lentamente, uma luz mais forte veio do chão. O vagão havia estacionado em um lugar bastante iluminado e sofisticado também. Os três olhavam tudo aquilo muito admirados, parecia que a rede de tratamento de esgoto havia um belo local para tratar de toda a sujeira.
Foi então que Jill arregalou os olhos, e ficou assustada com o que viu. Na parede, estava um nome cravado, ao qual ela chamou por Chris.
-              Chris... você tem que ver isso! – disse ela o puxando, mas Chris estava pasmo, olhando para outra coisa. Ambos viam o nome dela, da maior empresa farmacêutica já criada na historia “Umbrella Laboratory”.
-              Chris... você estava certo, existe um laboratório! Conseguimos! – disse Jill abismada. De dentro de uma sala, vinha um homem, perguntando em voz alta:
-              Quem são vocês?! O que fazem aqui?! Como conse... – ele foi interrompido por Chris apontando a arma em sua direção falando:
-              Fica quieto! Qualquer movimento eu atiro! – o homem levantou as mãos, nesse momento Jill foi até ele, com mais uma de suas injeções. O homem olhou assustado, mas antes dele fazer qualquer movimento, Jill injetou o sonífero em seu pescoço. Podia-se dizer que a missão finalmente havia começado e de fato, eles estavam no laboratório secreto da Umbrella, o que teriam de fazer agora, era saber o que ela estava tramando. Entrando em uma pequena sala logo ao lado, Jill e Chris vasculharam tudo para o que pudessem entrar disfarçados no laboratório. Dentro da sala, haviam armários e dentro delas, roupas de zeladores, parecia perfeito. O homem ao qual estava sedado com o sonífero dormia na cama, ao qual estava sendo vigiado por Barry. Chris colocava a roupa de zelador sob a preta, enquanto ele fazia isso, dizia:
-              Ok, temos que dar continuidade a missão e ser ágeis! Precisamos encontrar Dra. Gabrielly e... Parker? – ficou Chris confuso.
-              Peter, Chris! – disse Jill, vestindo também a roupa de zelador.
-              Barry... – disse Chris – você fica aqui, de olho na saída, precisamos ter o acesso com segurança e facilidade, caso aconteça alguma coisa! – afirmou Chris. Barry acenou com o rosto.
Os dois pareciam estar prontos. A roupa azul escura com um boné de mesma cor, ambos com baldes e estopas. Eles passavam fáceis como pessoas da limpeza. Barry até deu risadas ao ver Jill e Chris com aqueles trajes.
-              O que está rindo seu barbudo? – perguntou Chris. Jill organizava as seringas, entregou uma para Chris.
-              Vocês estão parecendo dois pingüins... – falou Barry sorrindo.
-              Guarde bem! – disse Jill – não pode desperdiçá-lo!
-              Um dia você usará uma barba igual a minha! – falou Barry ainda sorrindo.
-              Pronto? – perguntou Jill.
-              Pronto! – afirmou Chris.
-              Esperem... – disse Barry. Ele foi até a escrivaninha, onde tinha em cima alguns octoc. – caso vocês estejam vindo, ou precisem se separar, temos que manter contato... certo? – Barry entregou um a cada um.
-              Estamos no Canal 2 – disse Chris.
-              Afirmativo! – falou Barry.
-              Vamos lá! – falou Jill.

Os dois saíram da sala e agora depararam novamente com o vagão, tinham duas portas para eles seguirem. Chris e Jill foram para a porta maior, dupla logo ao lado direito. Ambos andavam desconfiados e nervosos com o que iriam deparar em seguida.
Chris tocou na maçaneta de leve, suspirou, estava muito nervoso. Jill logo ao seu lado também parecia estar, mas ela afirmou com a cabeça, seu rosto mostrava determinação, e aquilo motivou Chris. A porta foi aberta e diante a eles, um mundo surgiu.
Era um enorme lugar, bem iluminado e bonito também. No meio cravado no chão, o enorme símbolo da corporação, o guarda-chuva vermelho e branco. Havia entradas para todos os lados. Grandes telões na parede mostravam os noticiários locais. Algumas pessoas andavam de um lugar a outro, com jalecos, cientistas, que provavelmente moravam lá. Jill foi andando abismada, o laboratório da mansão era bem menor que aquele, caberia um mundo apenas naquela sala. Do mesmo em que Jill olhava surpresa, Chris não fazia diferente. Como a Umbrella poderia ter feito um lugar daquele, debaixo da cidade sem que ninguém percebesse, o que mais seria capaz dessa empresa fazer? Jill foi andando lentamente olhando tudo aquilo muito surpresa, mas foi logo, voltando ao normal assim que Chris segurou seu braço.
-              Jill... – falou Chris – temos que encontrá-los, os cientistas! – chamou atenção.
-              Claro... – disse Jill – mas como vamos encontrar, nesse lugar, cheio de gente?
-              Eu não sei... – falou Chris. Os dois estavam muito confusos, não imaginavam encontrar um lugar tão cheio de gente e tão grande. O laboratório de Raccoon era bem maior que o laboratório Arklay.
-              Temos que nos separar, encontraremos aqui caso aconteça alguma coisa... certo? – disse Chris.
-              Ok! – respondeu Jill. Diferente de Chris, ela foi ao lado direito, enquanto Chris para o lado esquerdo. Alguns cientistas cruzavam o lugar e conversavam em meio ao corredor. Chris tirou do bolso o papel que tinha conseguido na sala de Irons, uma ficha de um dos cientistas. Peter. Na ficha, havia a imagem dele. Chris tentou reconhecer os rostos de alguns cientistas que ele via pelo corredor que passava. Era um corredor bonito, tinham luminárias na parede próxima ao chão, era tudo muito limpo, dava para ver até mesmo seu reflexo na parede. Porém, não tinha sucesso em encontrar com o que estará procurando.
Jill andava pelo o outro corredor, ainda abismada. Alguns vidros mostravam de dentro das salas os cientistas trabalhando. Ela pensava como havia tantos deles, deveriam ter milhares. Alguns cientistas passam em sua frente, e não percebiam sua presença, parecia que eles não conheciam os técnicos de limpeza. Jill os amaldiçoou claro que eles não ligavam para eles, afinal estava presos em suas pesquisas, ansiando resultados macabros e doentios. Ela se sentiu em outra dimensão, mas logo voltou à realidade e lembrou que tinha uma missão para prosseguir.
Ela parou em meio a corredor e com o esfregão começou a alisar o chão, os poucos cientistas que cruzavam o local não pareciam ser os tais que eles tanto procuravam. Jill sentiu um desespero subir pelo seu corpo, ela tinha que encontrar aquela mulher, se Chris encontrasse o cientista primeiro que ela? E se ela não estivesse no laboratório? A cada segundo que passava Jill ficava mais nervosa, sua mão gelava sua barriga congelada e ainda não podia dar de cara. Um casal entrou no corredor conversando sobre algo. Ela revirou os olhos, voltou a esfregar o chão, tentava disfarçar o máximo. Os dois cientistas passaram por ela e falaram algo que chamou a atenção.
-              Gaby são outras formas de plantas, essas estã... – eles se distanciaram. Gaby? Talvez fosse ela. Um apelido para Gabrielle. Jill parou de esfregar o chão, levantou o balde e disfarçadamente seguiu a mulher que entrava pelo corredor. A moça estava com pressa, o homem ao seu lado parecia encher sua cabeça de balela ao qual ela não se interessava em saber. Ela não via a hora de se livrar dele. Jill estava um pouco distante, mas conseguiu escutar.
-              Dan você pode ir para o laboratório agora tirar as amostras das plantas, certo? Eu vou aqui ao banheiro e darei uma olhada nas  fichas e entregarei a Brian... – O homem acenou com o rosto e voltou pelo corredor, passando por Jill. Era a hora perfeita, Jill estará com sorte. A mulher entrou em uma porta o lado, dentro do corredor. Com uma placa em cima “Toalete”. Assim que a cientista passou pela porta Jill logo entrou também, a assustando.
-              Wow... – disse a mulher levando susto – pensei que era Dan... – aliviou ao ver Jill. Soltando um sorriso do canto da boca, Jill não falou nada. A mulher chegou a sorrir, mas logo foi para o espelho se ver.
-              Ele não me deixa em paz, fica atrás de mim o tempo inteiro, só tenho paz nos banheiros! – ela falou sorrindo. Assim que a mulher falava, Jill colocava o balde e a esfregão próximo a parede se livrando deles. Tirando o boné e ajeitando o cabelo, Jill olhava para o espelho, e disfarçadamente pegou o papel ao qual tinha informações dela. Bingo. De fato era ela, a maldita Gabrielle.  Jill colocou o papel novamente no bolso e a Gabrielle já iria sair do banheiro quando Jill segurou seu ombro.
-              Um estante Srta. Sullivan! – A cientista parou e olhou para Jill que sorria e olhava para seu rosto. Repentinamente, Jill tiro uma agulha, ao qual assustou a mulher.
-              O que você quer? – disse a cientista ficando nervosa.
-              Quieta! – falou Jill ferozmente, e colocou a seringa no pescoço dela.
-              Por favor, não me mate! – disse Gabrielle. Enquanto Jill injetava disse:
-              Não se preocupe... você terá lindos sonhos! – Foi apenas essa frase que Gabrielle haveria de escutar e logo depois caiu no chão como uma fruta madura. Tudo estava dando certo, nem parecia verdade. Jill tinha que ser rápida, não iria querer que algum cientista entrasse no banheiro e visse aquela cena da mulher caída no chão. Ela começou logo pelo principal, o crachá. Era vermelho, não tinha foto, o nome da Umbrella estampado e o da cientista, “West Area” cravado logo abaixo. Rapidamente Jill tirou o macacão azul escuro da limpeza, substituindo pelo jaleco, estampado próximo da gola o símbolo do guarda-chuva. Agora colocar a mulher dentro do boxe do banheiro foi o mais difícil, ela poderia ser magra, mas era bastante pesada. Porém, Jill agiu com sucesso. Ela colocou delicadamente a mulher dentro da privada, em uma das várias que tinha no local, o óculos que pertencia a ela, estava no rosto de Jill e fechou a porta do Box lentamente.
Assim que Jill deixou a mulher, foi se olhar no espelho. Pronto. Realmente parecia uma cientista, seu medo, era que algum outro cientista no local desconfiasse de uma presença diferente. Jill suspirou, rezou para que tudo continuasse bem, desde a mansão suas preces davam certo. Mas de repente, Jill sentiu algo estranho e escutou até vozes, gemidos. Não sabia de onde aquilo vinha. O espelho para o qual ela olhava até deu uma tremida. Parecia vir da outra sala. Jill tinha que ver o que estava acontecendo, será que era o Chris? Eles esta com problemas? Ela não queria pensar nisso, suas seringas tinham acabado a ultima estará com ele. Os barulhos cessaram e Jill parecia uma barata tonta, indo e voltando sem saber o que fazer. Respirando fundo ela decidiu deixar o banheiro.
Deixando o banheiro ela abriu a porta lentamente, estava nervosa, na verdade desde que começou essa missão a barriga de Jill embrulhava. No corredor, não havia ninguém, o maior silêncio. Ela ficou parada, olhou para um lado, para o outro, nada de errado. Foi então que a porta do banheiro abriu. Um homem saiu de dentro bastante agitado. Jill se assustou, e quando reparou que o homem olhou para ela, suspirou de alivio.
-              Chris! – disse Jill.
-              Shíí - fez Chris – nossa, você foi rápida! – ficou ele abismado.
-              Não tão mais rápida que você! – disse ela sorrindo. Chris sorriu encabulado, a risada de Jill o deixava sem jeito. O crachá ao qual Chris usava era azul, mas tinha alguns detalhes diferentes. Ela foi perto checar. “East Area”. Era diferente do de Jill.
-              Droga parece que temos crachás diferentes! – afirmou ela ao ver aquilo.  Chris deu uma olhada no dela.
-              Isso pode ser bom, temos mais lugares para procurarmos...
-              Não temos muito tempo Chris! – afirmou Jill. Ela estava certa, eles teriam que fazer todo o caminho de volta o que não era nada pequeno.
-              Se não temos muito tempo... é melhor logo começarmos! – e ele tinha razão. Tagarelar no meio daquele corredor não os levaria a nenhum lugar. Chris deu o primeiro paço e logo foi acompanhado por Jill e a operação estava sendo procedida com sucesso. Os dois sentiam que percorriam pelo o inferno, o inferno vivo, ao qual foi materializado por homens gananciosos, quebrando barreiras da natureza, sem limite.